Num dia como o dia hoje, 31 de março,
pressionados pelos americanos e pela elite rica desse país, teve inicio a página
mais negra de nossa história. Militares de alta patente, financiados pelo capital
brasileiro e estrangeiro, se arvoraram como defensores da pátria contra um fantasma
criado pelo poderio bélico americano e iniciaram um golpe contra os poderes constituídos
pelo povo através do voto livre e soberano. O fantasma que eles criaram, chamando
de “comunismo” nada mais era do que reforma de base, reforma agrária e todo o
poder ao povo trabalhador. Isso era insuportável as elites brasileiras,
composta por banqueiros e latifundiários.
Consumaram o golpe no dia 1º de abril, que como é sabido, é o dia consagrado a mentira. Por isso até hoje eles creditam o 31 de março como o dia da “revolução”, na verdade uma quartelada, comandada por generais que se formaram nos EUA, na academia de West Point. Lá foram doutrinados a implantar no Brasil, assim como outros da América do Sul, também – Argentina, Paraguai, Chile, Bolívia – em todos esses países usaram os ensinamentos americanos e dominaram através da força e apoiados pelos Estado Unidos da América.
Aqui, como em todo continente, torturaram,
mataram, estupraram. Foram jovens, mulheres, crianças, destruídos pelo que
seria a mais promissora das gerações. Sufocaram os sindicatos, as universidades, ou seja, toda a possível reação contra o golpe militar perpetrado. Era preciso sufocar aquelas mudanças, que
iriam acabar com a hegemonia dos ianques sobre o mundo.
Vejam o que estamos vivendo agora!
Tudo isso foi fruto de uma anistia, que anistiou também os torturadores e assassinos. No Chile e na Argentina foram punidos e presos. Aqui alguns continuam vivos até hoje ajudando em novas conspirações.
É uma página negra na nossa história e devemos repudiar qualquer possibilidade de retorno dessa gente, dessa mentalidade. As elites, os banqueiros, e latifundiários continuam os mesmos, mas nós temos que dizer em alto e bom som:
Não passarão!
Paulo Morani
31 de março de 2025