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12 de mai. de 2020

Live de Eduardo Moreira com Guga Noblat e Silvio Almeida - 12/maio às 10h



COMPANHEIRO SALVADOR, PRESENTE!


Faleceu ontem, as 11h, o companheiro Salvador Alves de Oliveira, vitima de COVID19. Salvador era baiano, mas carioca de coração. Técnico de Segurança do Trabalho, sindicalista e militante fundador da CUT e do PT, Salvador pautou sua vida em defesa da classe trabalhadora. 

Mesmo depois de aposentado, e fora da fábrica, jamais deixou de lutar. Pioneiro na questão da saúde do trabalhador, principalmente na questão da leucopenia, mal causado pela exposição ao benzeno, Salvador marcou presença e deixou um legado a ser seguido.

Na luta pela anistia, foi fundamental para que o pessoal da PETROFLEX conseguisse ser reconhecido como demitidos da PETROBRAS, que é a sucessora. Incansável, nos ajudou colocando toda a sua sabedoria e capacidade a nossa disposição.

Sua esposa e filha ainda estão internadas.
Sua neta, num depoimento emocionada me disse "eu estou mal, como era de se esperar, mas estou muito apegada, na luta de meu avô, na história dele...".

Companheiro de luta, estará sempre presente em nossas vidas. 

Companheiro Salvador, PRESENTE!

30 de abr. de 2020

INFORMAÇÕES IMPORTANTES - ADIN 2135

EXPLICAÇÕES IMPORTANTES - ADIN 2135 - TRAMITAÇÃO E SITUAÇÃO
COMO ESTÁ A TRAMITAÇÃO DA ADIN 2135 NO SUPREMO TRIBUNAL - Regime de pessoal
O processo encontra-se com a Ministra Relatora CARMÉM LÚCIA que já proferiu o PARECER DE MÉRITO, porém não divulgado. Baseado em entendimentos anteriores dados pela ministra em Agravos Regimentais, percebe-se que a mesma é favorável à existência de apenas um regime jurídico único na administração pública DIRETA. Segundo os signatários da ADIN, entre estas a ANBENE nacional, espera-se que seja julgado extraordinariamente no julgamento virtual ainda este semestre o PARECER DEFINITIVO DE MÉRITO.
Até então, o STF suspendeu, liminarmente, a eficácia da redação conferida pela Emenda n° 19 ao artigo 39 da Constituição Federal. Qual deve ser o regime adotado na Administração Pública Direta, Autárquica e Fundacional enquanto não houver decisão de mérito.
Desde a promulgação da Emenda Constitucional nº 19, em 4 de junho de 1998, surgiram interpretações as mais variadas sobre o regime jurídico aplicável ao pessoal da Administração Pública Direta, Autárquica e Fundacional.
Um certa interpretação apontava no sentido de que tal alteração teria criado uma permissão expressa para que a Administração escolhesse o regime jurídico aplicável aos servidores.
Outra, de que tal alteração teria criado uma permissão implícita na mesma linha.
Outra, ainda, de que tal alteração não teria qualquer consequência para o regime jurídico, pois a Administração só poderia fazer algo que expresssamente a lei determinasse.
Outra, por fim, de que tal alteração, por inconstitucional, sequer deveria ser cogitada como incorporada ao ordenamento jurídico e, assim, o quadro permaneceria o mesmo.
Após quase dez anos de sua vigência, a EC 19/98 sofreu um duro golpe.
É que o Plenário Supremo Tribunal Federal decidiu, em 2 agosto de 2007, no curso da Ação Direta de Inconstitucionalidade nº 2135/2000-DF, suspender, liminarmente, a eficácia da redação conferida por mencionada emenda ao artigo 39, caput, da Constituição da República.
Surge, então, importante questão de direito intertemporal.
Afinal, o que mudou com a decisão da Suprema Corte?
De plano, cabe esclarecer que, existem entendimentos de juristas ser inconstitucional a referida alteração, isso não impede, como ainda não impediu, de discussões, com base no princípio da eventualidade, as teses levantadas no início.
Como se sabe, as normas são, fundamentalmente, permissivas e preceptivas. Enquanto as primeiras, como diz o nome, permitem, facultam, algo, as segundas, obrigam.
No setor privado, considera-se que aquilo que não esteja vedado é autorizado. No setor público, considera-se que aquilo que não esteja autorizado é vedado.
Ocorre, no entanto, que a autorização e a vedação podem ser expressas ou implícitas. No setor público, aquilo que não esteja expressamente autorizado está vedado implicitamente. No setor privado, aquilo que não esteja expressamente vedado está autorizado implicitamente. É a aplicação do princípio da legalidade em suas respectivas variantes.
Esse discurso afasta, portanto, as duas primeiras interpretações.
Restar-nos-iam, assim, as duas últimas.
Por força de princípios constitucionais, as empresas estatais devem ter o mesmo regime das demais pessoas jurídicas de direito privado, inclusive quanto ao seu pessoal. Por isso, forçosamente seu pessoal deve ser submetido ao regime contratual, regulado pela Consolidação das Leis do Trabalho.
Também por força de princípios constitucionais, o pessoal da Administração Direta, Autárquica e Fundacional deve ser submetido a regime estatutário, regulado pelas leis de cada qual dos entes da Federação aos quais se vinculem.
A Administração, nesse âmbito, só pode fazer aquilo que a lei determina. O fato de inexistir (até a decisão de mérito da Suprema Corte) determinação expressa no texto da Constituição no sentido de adotar o regime estatutário, não significa que esteja livre a Administração, posto que, no setor público, as normas preceptivas podem ser implícitas.
A Administração sempre está obrigada a algo, ainda que implicitamente, porque não há a vontade individual dos privados, mas apenas aquela derivada da lei.
Muitas considerações são feitas  e até agora são essenciais para que compreendamos o alcance da decisão proferida pelo Egrégio STF no curso da ADI 2135/2000-DF.
Por sua própria essência e por expressa disposição em seu corpo, a decisão proferida pela Suprema Corte tem efeito ex nunc e, de tal maneira, restaram preservadas as admissões anteriormente feitas sob regimes diversos, inclusive sob o regime contratual regulado pela Consolidação das Leis do Trabalho.
Com efeito, em sede de controle concentrado de constitucionalidade, apenas decisão, sem qualquer modulação de efeitos, que definisse o mérito da ADI preambularmente mencionada, teria natureza ex tunc, o que não significa que seja desprovida de força vinculante; força vinculante que é ínsita e, portanto, encontra-se implícita em toda e qualquer decisão proferida no exercício do controle concentrado de constitucionalidade.
Que a decisão da Suprema Corte há de ser respeitada é de tamanha obviedade que dispensa maiores digressões.
O problema é que não poucos encontram dificuldades para compreender quais são as condutas compatíveis com o respeito devido àquela decisão.
Qual deve ser o regime adotado na Administração Pública Direta, Autárquica e Fundacional enquanto não houver decisão de mérito?
A resposta está a depender de algumas premissas teóricas e práticas.
De plano, importante lembrar que há manifestações reiteradas e uniformes da Suprema Corte no sentido de que a transformação de empregos em cargos, ou de cargos em empregos, com a mera transposição dos respectivos ocupantes de um posto a outro, caracteriza burla ao princípio constitucional da exigência de concurso público para o provimento originário de cargos e empregos na Administração Pública da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios (artigo 37, inciso II, da CRFB/88; Súmula 685: Rp 1356/AL; ADI-MC 114/PR; ADI 231, 242, 245, 248, 266/RJ; ADI 824/MT; ADI 837/DF; ADI 1202/RO; ADI-MC 1476/PE; ADI 1677/DF).
Antes que se argumente com a transformação e a transposição operadas em razão do advento da Carta Suprema, insta considerar que assim ocorreu por determinação do Poder Constituinte Originário e que aquilo se deu precisa e especificamente apenas para atender às suas próprias determinações acerca da obrigatoriedade de instituição de regime jurídico único de natureza estatutária.
Tudo muito diferente de mecanismos semelhantes operados por manifestação do Constituinte Derivado ou do Legislador infraconstitucional.
Repisamos aqui dois pontos de conhecimento elementar: a) não se encontra à livre disposição da vontade dos agentes políticos a decisão acerca do regime jurídico a adotar, bem como não lhes cabe, pura e simplesmente, criar ou alterar regime de maneira a abarcar os integrantes de regime totalmente diverso e anteriormente fixado de maneira válida; b) a legitimação dos atos estatais decorre de aspecto objetivo e, portanto, de nada serve eventual concordância dos afetados pela substancial alteração da natureza do regime em que se encontrem.
Na Administração Pública, para usar de expressões alemãs muito importantes, importa o sollen e não o wollen.
Objetivamente, portanto, a decisão tem eficácia para os atos praticados a partir do dia dois de agosto de 2007.
Mas não apenas objetivamente a conclusão vai nesse sentido.
Reforçam o mesmo entendimento também considerações de ordem subjetiva, isto é, do ângulo da situação jurídica subjetiva dos servidores eventualmente afetados.
Ainda que fosse admitida em nosso ordenamento jurídico a validade da transformação de um posto em outro de diverso regime e da transposição de seus ocupantes de um a outro posto de diverso regime, outros princípios teriam de ser observados.
De um lado, importante que se diga que a mudança do regime contratual para o regime estatutário, com a mera transposição dos ocupantes de empregos para os cargos criados, fere, dentre outros, os princípios da preservação do ato jurídico perfeito e da proteção do direito adquirido.
De outro lado, sob mesma ótica, ainda mais importante que se assente que a mudança do regime estatutário para o regime contratual, com a mera transposição dos ocupantes de cargos para os empregos criados, fere, dentre outros, o princípio da proteção da confiança.
Por todo o exposto, há mais de uma resposta válida ao questionamento sobre qual deve o regime jurídico aplicável ao pessoal da Administração Direta, Autárquica e Fundacional enquanto não houver decisão de mérito na ADI 2135/2000-DF, mas apenas essas respostas, combinadas entre si, possuem fundamento jurídico-constitucional.
1.      O regime estatutário deve ser aplicado para todo o pessoal da Administração Direta, Autárquica e Fundacional admitido após o dia dois de agosto de 2007.
2.      O pessoal da Administração Direta, Autárquica e Fundacional admitido antes do dia dois de agosto de 2007 deve permanecer nos seus respectivos regimes, estatutário ou contratual, sem qualquer alteração.
3.      Somente decisão final, transitada em julgado, resolvendo o mérito da ADI 2135/2000-DF, pode eventualmente permitir, por meio de modulação de efeitos, a manutenção dos regimes praticados anteriormente à suspensão da eficácia do artigo 39 da Carta Magna do Supremo Tribunal Federal e, também eventualmente, a passagem de todo o pessoal automaticamente de um regime a outro.
colaboração do consultor: Marco Antônio Ribeiro Tura
Pesquisador do Programa de Pós-Doutorado em Direito Político e Econômico da Faculdade de Direito da Universidade Presbiteriana Mackenzie de São Paulo e Orientador do Grupo de Regulação de Mercados e Políticas Setoriais do Programa de Pesquisas em Finanças Públicas da Escola de Administração Fazendária. Doutor em Direito Internacional e Integração Econômica pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro. Mestre em Instituições Jurídico-Políticas pela Universidade Federal de Santa Catarina. Membro do Ministério Público da União. Procurador do Trabalho no Estado de São Paulo.

Castelo "BOLSONARO" Branco, entrega, de bandeja, plano de saúde da PETROBRÁS!


Nenhum barril deixou de ser produzido', diz presidente da ...



INFORME DA EMPRESA
    AMS terá novo modelo de gestão. Não haverá alteração do benefício com a mudança

    O Conselho de Administração aprovou, nesta terça-feira (28/04), um novo modelo de gestão para a Assistência Multidisciplinar de Saúde. A gestão da AMS passará a ser realizada por uma associação civil, sem fins lucrativos, mantendo a modalidade de autogestão.
     
    O objetivo desta mudança é fortalecer a gestão do benefício, por meio da especialização em saúde suplementar. Com isso, poderemos melhorar os serviços e tornar mais ágil o atendimento aos beneficiários, aumentando a qualidade, que hoje é motivo de um grande número de reclamações (2.595 em 2019).

    A mudança também traz mais segurança empresarial e transparência na administração, além de proporcionar eficiência de custos e segregação de riscos da AMS. Estima-se que haja uma redução de custos da ordem de R$ 6,2 bilhões nos próximos dez anos.

    Atualmente, o custo de administração por vida na AMS é duas vezes maior do que o de outras empresas comparáveis, inclusive estatais.
     
    Com a decisão do Conselho, vamos estruturar um plano de implantação e transição pelos próximos meses.
     
    Cabe destacar que não haverá alteração do benefício ou da sua abrangência com a transferência para o novo modelo de gestão.

    O novo modelo trará ganhos em tecnologia, governança e compliance, em alinhamento às melhores práticas de mercado e de acordo com as exigências da ANS.

29 de abr. de 2020

E se a crise nunca acabasse???

E se a crise NUNCA acabar?

Para paulomorani@paulomorani.com.br
Data Hoje 13:31
Foto do contato
Você já parou pra pensar sobre como os alimentos que você come e as coisas que você utiliza são produzidos e chegam até você?
Eu arrisco dizer que muitas pessoas que parecem viver em outro planeta, devem pensar que um pé de alface nasce na prateleira do supermercado.
Elas não imaginam que para o simples ato de abrir a geladeira e pegar um copo de leite pra tomar, muitas PESSOAS tiveram que TRABALHAR para que isso fosse possível.
Infelizmente foi preciso que uma catástrofe dessa proporção acontecesse para que muitas pessoas acordassem em suas bolhas e percebessem que o mundo real não se resume aos seus barcos ou seus jatinhos.
Gravei um vídeo com uma reflexão importante sobre isso: e se essa crise durasse muitos e muitos anos, o que aconteceria?